“Bom dia pessoal, decidi escrever aqui um pouco do meu relato de vida… não quero comover ninguém, apenas encorajá-los em suas dietas.
Nasci em 27/07/1990 e desde lá com sérios problemas de saúde. Até os dois anos fui internada várias vezes, sendo que, em uma dessas internações que durou bastante tempo, meus pais precisaram vender a casa para pagar o tratamento. Não se sabia qual era meu problema, o médico apenas disse para minha mãe que eu tinha uma doença rara e que não viveria mais que 15 anos. Durante toda a minha infância eu sofri muito, desnutrição, fraqueza, anemia, internações por rota-vírus, infecção no intestino, bactéria no intestino e não sarava nunca. Todas as crianças se desenvolviam, mas eu continuava sem crescer… e sempre passando mal. Foi então que chegaram meus 15 anos e, para aflição dos meus pais, uma semana depois de completar meus 15 anos algo mudo em mim, o que era ruim ficou ainda pior. Atingi a casa de 36kg, não segurava nada mais no estômago. EU ESTAVA MORRENDO! Foi então que DEUS nos direcionou para um médico, que enfim, pediu uma endoscopia com biópsia do intestino. DESCOBRIMOS ENTÃO A DOENÇA CELÍACA, mas como todo adolescente, eu estava revoltada, não queria fazer aquela dieta, até por que naquela época aqui em LAGES não tinham recursos, não tinha o que comer!!! ‘SOCORROOO, SOU UM ET’! Fiz meus pais chorarem por muito tempo, quando eu tinha vergonha de chegar nos lugares com uma marmita, ‘PÔ MÃE, que vergonha’! O tempo foi passando e eu comecei a entender um pouquinho mais sobre a doença, mas ainda não deixava aquela adolescente sair de mim. Então, em 2009, decidi que eu não precisava mais daquela DIETA IDIOTA, pra quê? Eu já estou bem legal. Fiquei um ano e meio sem fazer a dieta… por que? Fui parar de novo no pronto atendimento e precisei me conscientizar de que a minha vida realmente era aquela e que eu não podia simplesmente abandoná-la. MEUS PAIS, durante estes nove anos, nunca deixaram de me encorajar. Minha mãe nunca deixou de testar receitas, pra vocês terem noção, as vezes eu ia em aniversários e ficava bem feliz porque a pessoa tinha feito algo SEM GLÚTEN pra mim, eu nem sabia que quem tinha feito era a minha mãe e tinha levado antes que eu chegasse. Se não fosse por ela, talvez eu nem estaria aqui hoje, ela foi minha base durante todo esse tempo. Em 2013 eu casei e toda a responsabilidade foi transferida para mim, então, quem começou a testar receitas fui eu, e aquelas delícias que minha mamãe fazia eu precisei aprender. Durante o ano de 2014 eu aprendi a fazer várias coisas, participei de um curso de massas sem glúten e dias depois perdi meu trabalho. Foi então que precisei dar a volta por cima e comecei a trabalhar com encomendas de alimentos sem glúten. GENTE, eu nunca imaginei que aquilo que, pra mim era uma CRUZ, se tornaria a minha paixão. AMO fazer o que estou fazendo.
Por isso, quero encorajar a todos os CELÍACOS e também as MAMÃES que sofrem por seus filhos, NÃO DESISTAM, LUTEM,LUTEM E LUTEM.
DEUS OS ABENÇÕE.”
Depoimento de
Talyanni de Sá Ribeiro
